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Soldagem
Por: Redação - Revista MIES - 06/06/2013
Crescimento do País em diversos setores alavanca a demanda por mão de obra qualificada. Diante da escassez de profissionais, entidades apostam no oferecimento de cursos inclusive a distância. Empresas da área lançam soluções para maior segurança e produtividade

Copa do Mundo e Olimpíadas, que têm movimentado o setor de construção civil e de infraestrutrura, a retomada de investimentos nas indústrias naval e ferroviária, o deslanchar do Pré-sal com novas rodadas de licitações, a implantação de parques de energia, principalmente eólica, a modernização de portos, etc., são fatores que têm dinamizado no País a área de soldagem. E com esta demanda na ascendente e o mercado em ebulição, um dos desafios se torna encontrar e formar engenheiros, especialistas e técnicos para atuação no segmento.

Apenas como exemplo, há alguns anos a indústria naval vem alertando a respeito da falta de profissionais para atender aos novos estaleiros. Em fase de expansão principalmente pela exploração de petróleo e de gás em alto-mar, que exigem cada vez mais navios, plataformas e equipamentos, o setor já movimenta mais de R$ 3 bilhões por ano e emprega pelo menos 62 mil pessoas, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). Para minimizar o problema atual com a falta de profissionais, a estimativa é de que este mercado necessite formar mais de 4,5 mil pessoas somente em 2013 e de qualificar no total 40 mil em áreas como soldador, chapeador, montador e encanador.

Outro exemplo vem do interior paulista. Uma associação de empresas da região de Mococa divulgou no final de 2012 a necessidade de 200 soldadores para atender à demanda. Para que o crescimento das empresas metalúrgicas por lá instaladas não fosse comprometido, a cidade teve de criar com urgência um curso de capacitação.

De acordo com a Associação Brasileira de Soldagem (ABS), há falta de soldadores em quantidade e qualidade. Durante evento realizado no final de 2012, a entidade lembrou que os jovens não se sentem atraídos pela profissão, apesar do salário médio girar em torno de R$ 3,5 mil e a capacitação ser rápida, com apenas um ano de treinamento. A própria ABS têm aumentado seus programas de qualificação e no ano passado ampliou de seis para dez os seus centros de formação.

Como qualidade é fator preponderante no mercado de soldagem e zelando também por uma ótima formação do profissional, a Fundação Brasileira de Tecnologia da Soldagem (FBTS), em parceria com a Petrobras, está estruturando um sistema próprio de Certificação de Engenheiros Especialistas e de Técnicos em Soldagem. Os requisitos e critérios de qualificação foram definidos por uma comissão técnica formada por profissionais da área e encontram-se estabelecidos na norma FBTS N-007 - Critérios para a Qualificação e Certificação de Engenheiro Especialista em Soldagem e Tecnólogo em Soldagem, disponibilizada no site da própria FBTS, através do link: http://www.fbts.org.br/dcq/soldagem/Norma%20revisada.pdf. Os exames para certificação estarão disponíveis a partir de janeiro de 2014, conforme acordado com a Petrobras.

A FBTS oferece diversos cursos na área, entre os quais está o de Inspetor de Soldagem Nivel 1 - Semipresencial, um programa inovador por ser realizado a distância. Ele surgiu através da demanda de profissionais que tinham dificuldade em estar presentes nas aulas teóricas. Veja a seguir outros cursos interessantes na área:

Para ler a materia na integra clique aqui.

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