Qualificação para inspetores de soldagem
Por: Redação - Revista MIES - 22/11/2011

Mercado de offshore demanda cada vez mais profissionais especializados, que estão sendo recrutados fora do País

No final dos anos de 1970 o Brasil, forçado pelos empreendimentos das plataformas offshore da Bacia de Campos, passou a trazer um volume bastante grande de técnicos e engenheiros especializados de outros países, nos quais já existiam sistemas de certificação de mão de obra especializada, enquanto que por aqui nada havia.

A Petrobrás, proprietária dos projetos, passou a empregar esse pessoal "importado" uma vez que as seguradoras faziam a exigência de pessoas qualificadas nas inspeções das soldas.

Além disso, as características das unidades industriais da multinacional exigiam que os profissionais terceirizados fossem melhor preparados tecnicamente. Isto porque as plantas operam com equipamentos sujeitos a altas pressões, elevadas temperaturas, e processam e armazenam produtos altamente tóxicos e inflamáveis. Não é, portanto, o local de trabalho adequado para aprendizes ou profissionais inexperientes.

Para diminuir esse custo com mão de obra trazida de fora do País, em 1978 a Petrobrás constituiu um grupo de especialistas para desenvolver e implantar um sistema que avaliasse e qualificasse os prestadores de serviços a serem empregados nas inspeções técnicas de suas instalações. Em 1992, este sistema de qualificação de inspetores de soldagem tornou-se nacional. Um grupo de trabalho concebeu e implantou a norma ABNT NBR-14.842, voltada a "Critérios para a qualificação e certificação de inspetores de soldagem", que posteriormente foi reconhecida e oficializada pelo Inmetro.

Mercado e momento atual
O Brasil revive um momento parecido com da década de 1970. Estrangeiros de todos os níveis, desde soldadores a engenheiros especializados, estão tomando conta de funções que poderiam ser de brasileiros. Vários empreendimentos ocorrendo concomitantemente nas áreas naval, petróleo e gás, siderurgia, celulose e papel, açúcar e álcool, dentre outras, se somam, exigindo do mercado um volume maior de mão de obra qualificada. O País mais uma vez não está preparado.

A Petrobrás e suas subsidiárias, as grandes petroquímicas, exigem que o profissional tenha a certificação nacional. Em empresas tais como do segmento de mineração e de açúcar e álcool, o profissional treinado poderá ter sua oportunidade gerada apenas com o certificado de qualificação.

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