Plataforma de desenvolvimento
Por: Redação - Revista MIES - 22/11/2011

Expansão na produção de petróleo e gás e perspectivas do pré-sal levam feira voltada à área a registrar uma edição 25% superior a 2010. Evento é um dos termômetros do setor, que deve triplicar investimentos até 2020

A 5a Santos Offshore Oil & Gas Expo, realizada no final de outubro, contou com a presença de 380 expositores e confirmou o que analistas são unânimes em afirmar: até o final desta década muitos recordes serão batidos neste segmento no Brasil. A própria mostra passou por uma importante transição que fortaleceu sua marca, entrando para o portfólio da Reed Exhibitions, maior organizadora de feiras business-to-business do mundo. Com isso, ganhou destaque no cenário internacional. O crescimento no número de encontros de negócios também comprova o grande potencial.

Em 2011, ocorreram a Rodada de Negócios do Sebrae-SP, a do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e a Sessão de Negócios do Instituto de Tecnologia Aplicada a Energia e Sustentabilidade Socioambiental (Itaesa).

A primeira, organizada juntamente a Petrobras e com o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), realizou 260 reuniões entre 90 micro e pequenas empresas, com a estimativa de que sejam movimentados R$ 38,5 milhões em novos negócios nos próximos meses.

A Rodada do Ciesp reuniu 200 empresas, que efetuaram 1.200 atendimentos, com valor estimado em R$ 2,5 milhões em acordos prospectados. Já a Sessão de Negócios do Itaesa pontuou 350 encontros entre 215 empresas fornecedoras e compradoras, alcançando mais de R$ 40 milhões em acordos.

A próxima edição da feira já tem nova data confirmada: 16 a 19 de outubro no Mendes Convention Center, em Santos, litoral sul paulista.

Em busca de especialistas

A região Sudeste do Brasil, mais especificamente a área que vai do litoral sul do Estado do Espírito Santo até Santos, no Estado de São Paulo, concentra a maior parte dos investimentos no setor de petróleo e gás. O impacto na economia dessas regiões e a representatividade que possuem no cenário nacional são bastante expressivos e trazem como consequência a instalação de muitas empresas voltadas ao segmento offshore.

Soraya Jorge, coordenadora acadêmica do MBA em Gestão de Projetos Offshore da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora, em Macaé, RJ, enfatiza que com o intenso desenvolvimento da área outros nichos pegam "carona" e assimilam o crescimento. "Existem vários setores da economia que dão apoio à indústria offshore, tais como alimentação, hotelaria, transporte, indústria química, de telecomunicações, de TI, naval e meio ambiente. Todas essas áreas são importantes para manter a extração de petróleo em alto mar em pleno funcionamento".

Um dos sintomas mais claros e diretamente ligado ao crescimento está na latente falta de profissionais especializados. A grande procura se reflete inclusive nos salários que estão bem mais atrativos do que em outros segmentos, mesmo para nível de formação técnica.

Foi devido a uma crescente demanda que a Faculdade Salesiana criou o programa de aperfeiçoamento, que visa a qualificar profissionais para a gestão de projetos em offshore, que é o passo seguinte após a definição da exploração. "O salário médio de um Gerente de Projetos Offshore gira em torno de R$ 8.000,00 a R$ 12.000,00, podendo, em alguns casos, ultrapassar os R$ 20.000,00. Entretanto, este não é o único cargo para quem deseja trabalhar. Existe ainda a chance do profissional desenvolver atividades como técnico de planejamento, consultor e professor. Trata-se de uma área bastante ampla e promissora", revela.

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