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Hidráulica & Pneumática
Por: Revista MIES - 10/05/2013
Fórum em São Paulo, que contou com a presença de especialistas nacionais e internacionais, discutiu tecnologias e tendências que podem trazer novos parâmetros aos processos no chão de fábrica

As previsões para os setores de petróleo, gás, indústria química e farmacêutica são otimistas para este e para os próximos anos. Neste último nicho, apenas como exemplo, de acordo com o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), o crescimento em 2012 atingiu a casa dos 14%. Já no segmento químico o faturamento líquido encerrou o ano passado com uma expansão acima de 12%, superando os R$ 293 bilhões. Desse total, 46% da receita vem do segmento de produtos químicos de uso industrial, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

A maior demanda nestas áreas e em outras impacta de forma positiva no setor fabril nacional. Conforme dados recém-divulgados pelo IBGE, a produção industrial cresceu 2,5% de dezembro para janeiro. A comparação mostrou alta de 8,2% na produção de bens de capital, já com ajustes sazonais, e de 2,5% nos bens de consumo duráveis. Em contraposição a janeiro de 2012, o panorama também é favorável: crescimentos de 17,3% para bens de capital, 4% para bens intermediários e 3% para bens de consumo semi e não duráveis.

É importante colocar que crescimento e maior perspectiva de faturamento determinam também novos ares para investimentos, principalmente em termos de tecnologias. Estudo da Abiquim menciona que a indústria química deve inserir recursos da ordem de US$ 26 bilhões no mercado, percorrendo o período de 2010 a 2014. Destes, US$ 10,9 bilhões já se referem a projetos aprovados e em andamento (alguns concretizados), outros US$ 11,9 bilhões dizem respeito a projetos em estudo, e US$ 3,3 bilhões àqueles relacionados à manutenção, melhorias de processo, segurança e meio ambiente. A própria associação prevê que o total previsto até o final da década possa alcançar US$ 132 bilhões.

Como competitividade é palavra de ordem no século XXI em todos os mercados, isto não é diferente também para as indústrias que detêm plantas fabris ou equipamentos com complexos sistemas de hidráulica e pneumática. Por isso, cada vez mais, as empresas brasileiras buscam novidades que possam atender à sua demanda nessa área por soluções que atendam a critérios como melhor segurança, maior redução de custos e ampliação da produtividade.

Foi dentro deste panorama de demanda aquecida e alta procura por ferramentas para maior competitividade que ocorreu no final de março a MDA South America, feira técnica voltada aos segmentos de Motion, Drive & Automation. A mostra, que fez a sua estreia no País e foi promovida pela Deutsche Messe AG e Hannover Fairs Sulamérica, sob apoio da Abimaq, trouxe em destaque um fórum de especialistas, muitos dos quais abordaram temas recentes ligados às áreas de hidráulica e pneumática.

Entre os convidados, estava Petter Krus, diretor da Divisão de Hidráulicos, Pneumáticos e Mecatrônica (Flumes), da Universidade de Linköping, Suécia. Krus abordou em sua palestra o tema "A importância da parceria universidade-empresa nas inovações em sistemas hidráulicos e pneumáticos".

Referência na área no Brasil, o professor do Laboratório de Hidráulica e Pneumática da Engenharia Mecânica Universidade Federal de Santa Catarina (LASHIP-UFSC), Victor Juliano de Negri, enfocou o tema "Metodologia para dimensionamento de posicionadores hidráulicos". O docente comentou a respeito de um equipamento desenvolvido pela UFSC que é destinado ao controle de ângulo de passo em turbinas eólicas. A solução possui um atuador hidráulico controlado por válvula direcional proporcional e outro comando por duas válvulas proporcionais de pressão, para a emulação das cargas presentes no sistema.

Para ler a matéria na íntegra clique aqui.

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