Especial Ferramentas
Por: Redação - Revista MIES - 02/06/2011

As ferramentas acompanham desde sempre a evolução da humanidade, mesmo as mais rudimentares. Sua evolução prosseguiu desde a pré-história e com a Revolução Industrial novas tecnologias em prol da produtividade e buscas incessantes pela qualidade foram surgindo. ?Com a consolidação do modelo industrial, outras exigências nortearam o processo produtivo e atributos como ergonomia; sensível redução do esforço dos usuários; utilização de ligas metálicas mais leves, porém mais resistentes; e muitos outros fatores, hoje são considerados pré-requisitos básicos para os grandes fabricantes?, destaca a Vonder, uma das principais marcas de ferramentas do país.

Há alguns anos atrás os profissionais ainda enfrentavam algumas dificuldades, como o peso das ferramentas e o seu baixo desempenho. Uma única ferramenta servia para diferentes atividades, pela simples falta de produtos específicos disponíveis. ?Tudo isso contribuía para o baixo rendimento da produção, o tempo gasto em cada tarefa e muitas vezes na própria saúde do operador. Neste processo de evolução, a obrigatoriedade de algumas certificações de qualidade e regulamentações diversas impulsionaram a indústria a aprimorar seus produtos, o que propiciou ao mercado atual um ganho significativo em qualidade percebida pelos consumidores?, complementa.

Todo produto é submetido por um processo de avaliação e controle de qualidade, no qual os detalhes são valiosos para se ter diferenciais competitivos. Os cabos de aço, por exemplo, demandam extrema avaliação de qualidade e segurança. No Brasil, essa garantia de procedência é cobrada pelo Inmetro, graças a participação direta de empresas que desenvolvem esses produtos. ?A Vonder participou de todo o processo que traduziu e revisou as novas normas para fabricação e avaliação dos cabos de aço comercializados no Brasil, através da ABNT, transformando a iniciativa em lei vigente. Agora, todos os fabricantes e importadores devem cumprir o RAC (Regulamento de Avaliação da Conformidade), que além de cobrar os requisitos técnicos do produto, também analisa a gestão, ou seja, a forma de trabalho em toda a cadeia de valor?, explica a área técnica da Vonder. A empresa foi a primeira no Brasil a ter o estoque 100% certificado, atestando total conformidade e a qualidade na fabricação dos seus cabos de aço.

Avanços na prática

Assim, a indústria reuniu esforços para facilitar a rotina de diferentes nichos profissionais, buscando soluções estratégicas em ergonomia, agilidade, facilidade para trabalhar em locais de difícil acesso, durabilidade e desempenho, sem comprometer o custo final de seus produtos. ?Como exemplo desse trabalho, a Vonder tem em sua história inúmeros itens e linhas que acompanharam as mudanças e necessidades do mercado, primando por um amplo e variado mix. Muitas vezes fomos pioneiros na busca e desenvolvimento de novos produtos que se transformaram em campeões de vendas?, destaca Valter Lima, diretor comercial da Vonder. No caso da companhia, um dos exemplos é a linha de chaves estrela. O primeiro modelo, tradicionalmente comercializado, logo recebeu uma nova versão ampliando a linha, com catraca simples e articulada, a qual reduz o tempo gasto na execução do trabalho. A articulação possibilita a flexão da cabeça da chave num ângulo de 180o, facilitando o acesso a locais estreitos e que só poderiam ser alcançados com esta ferramenta. O mais recente item da linha conta com catraca reversível e quatro medidas na mesma chave, que além de possibilitar o ajuste do sentido de rotação para esquerda ou direita, diminui o número de ferramentas que o profissional precisa dispor, agilizando o aperto ou desaperto de parafusos com medidas diferentes, utilizando apenas uma chave.

?Produtividade e resistência são premissas básicas no desenvolvimento de qualquer ferramenta industrial. Esse mercado necessita de produtos que atendam produções em larga escala e que sejam fáceis de manusear, proporcionando à indústria maior rendimento?, acrescenta Lima.

Entre os destaques da marca estão as chaves ajustáveis Vonder Construtor. Com cabo ergonômico e ?cabeça? confeccionada em cromo vanádio, possuem resistência e durabilidade superior e são produzidas com múltiplas camadas de fibra de vidro e de carbono, aumentando em 45% o seu poder de torque e proporcionando maior leveza. Apresentam ainda maior capacidade de abertura, comparadas às chaves ajustáveis da mesma categoria disponíveis no mercado.

Atualmente o portfólio da marca Vonder conta com mais de 9 mil itens, subdivididos nas categorias: abrasivos; adesivos, lubrificantes e vedantes; equipamentos e acessórios para movimentação e elevação de cargas; equipamentos de proteção individual (EPI); ferragens; ferramentas agrícolas; ferramentas de corte; ferramentas manuais; instrumentos de medição e equipamentos e acessórios para solda, fazendo da empresa um dos líderes de mercado em seu segmento.

Panorama do setor

De acordo com o Sindicato da Indústria de Artefatos de Ferro e Metais e Ferramentas (Sinafer) há no Brasil hoje mais de 200 indústrias produtoras de ferramentas especificamente para uso industrial. O próprio Sindicato reúne mais de 2.400 associados de ferramentas de uso geral. ?Não é de agora. Os principais nomes mundiais da área estão presentes no Brasil há mais de 30, 40, 50 anos. Dessa forma, acompanhamos o que há de mais novo no mercado mundial. Temos aqui disponíveis as principais novidades e produtos de última geração que são oferecidos em outros países. Concorremos, em termos de tecnologia com nações de amplo knowhow na área como EUA, países da Europa e Japão?, lembra Milton Pessoa Rezende, presidente do Sinafer, que também é diretor comercial da Starrett, outra importante fornecedora da área.

Rezende alerta que, apesar da alta demanda e da presença dos principais fornecedores no País, a área tem passado dificuldades com a presença em massa dos importados, cujo custo chega a ser 50% menor do que o produto nacional. ?Não dá para comparar, para competir. Para se ter uma idéia, empresários de multinacionais aqui presentes comentam que preferem parar as máquinas e importar produtos de suas matrizes, funcionando como distribuidores, do que produzir nas suas próprias instalações. Se compararmos o primeiro trimestre deste ano com o último quadrimestre de 2010, o crescimento das importações é mais de 50%. Se observamos apenas as importações da China este número, no mesmo período, ultrapassa 60%?, aponta.

Para o presidente do Sinafer, não basta bater na tecla da competitividade se esta não abarcar a questão câmbio. Isto porque outros países usam este artifício. Apesar da preocupação, Rezende vê o mercado de forma otimista, dizendo que o Brasil sempre foi o ponto estratégico de vendas para outros países na América Latina, tendo certeza que a pressão vai mudar e os ajustes serão realizados para evitarem-se as perdas. ?A mudança é necessária. Recentemente conseguimos um acordo de cooperação com o Governo do Estado paulista, visando a troca de informações setoriais e tributárias, que prevê a constituição de grupos de trabalho compostos por integrantes da Fazenda e representantes da indústria. O objetivo é o de discutir e aprimorar a legislação e realização de acordos bilaterais. É um importante passo que esperamos ser seguido por outros Estados e em outras áreas, como por exemplo, nas negociações internacionais para entrada de produtos industrializados no Brasil, prevenindo os riscos à nossa indústria?, finaliza.


Empresas citadas:

Sinafer Starrett Vonder

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