Escolha competitiva
Por: Redação - 01/08/2011

Quem percorreu as feiras Feimafe e Fispal pôde observar de perto o avanço das tecnologias para automação industrial em diversas áreas e processos, e que vem se tornando alvo de investimentos de empresas que buscam acima de tudo otimizar seus parques fabris para sobreviver em um mercado de acirrada concorrência. No final do ano passado, um seminário da Associação Brasileira de Metalurgia, Mate-riais e Mineração (ABM) notificou potencial, da inteligência computacional aplicada na indústria para impulsionar metas de maior e melhor produtividade. Na oportunidade Francisco Andrade, gerente de automação de plantas da Usiminas e coordenador do comitê de organização do encontro, lembrou que a automação industrial tem um importante papel na melhoria da produtividade, qualidade e redução de custos. ?Podemos otimizar nossos processos de produção através da implementação de sistemas automa-tizados, que permitem melhor controle e uso das entradas de materiais, racionalização da mão-de-obra e minimização de gastos de manutenção, dentre outros benefícios? explicou, destacando o uso de soluções como sistemas de visão para linhas de produção.

Interessante artigo de Augusto Humberto Bruciapaglia, Jean-Marie Farines e José Eduardo Cury, docentes do Departamento de Automação e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina, explica que a automação é vista por economistas, dirigentes de empresas e sociedade, como meio importante para a consolidação do processo de modernização do parque industrial brasileiro. Intitulado ?A automação no processo produtivo: desafios e perspectivas?, o estudo enfatiza que o processo diferencia-se segundo os setores e tamanho das companhias envolvidas. Em alguns segmentos e empresas opta-se pela compra de equipamentos e sistemas inteiramente automatizados, chamados key-on-hands, frequentemente adquiridos no exterior. Porém, estes se configuram como soluções tecnológicas ultrapassadas, não completamente apropriadas, e de manutenção e evolução dependentes do fornecedor da tecnologia.

Já em outros setores, o nível de automação encontra-se ligado à utilização localizada de informatização, instrumentação, máquinas automatizadas, robôs, sistemas CAD/CAM, etc. Há também empresas que apresentam diferentes níveis de integração destes elementos ou de organização do sistema de informação.

Os autores destacam que um dispositivo de automação é o resultado de uma organização complexa onde intervêm pessoas, equipamentos, materiais, e atividades. Cada elemento tem seus próprios conhecimentos técnicos, recursos e informações. A integração destes, em todos os níveis, técnicos e sociais, é a chave do sucesso. Na interligação da informação, por exemplo, encontram-se vários desafios tecnológicos: grande número de elementos com níveis diversos de autonomia, distribuição, inteligência e acopla-mento; grande diversidade de técnicas e visões do problema; exigências de comportamento preciso e robusto com tempos de resposta críticos; e restrições cada vez mais severas do ponto de vista humano, ambiental e de segurança. Além disso, a automação não se resume apenas à solução de problemas tecnológicos e de integração, mas envolve desafios ainda maiores em termos organizacionais, sociais e educacionais.

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Empresas/Entidades citadas na matéria
? Ace Schmersal
? Akiyama
? Universidade Federal de Santa Catarina
? Danfoss

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